Um tema muito recorrente para a alta direção das empresas é como conciliar os indicadores estratégicos, e ou mesmos táticos, advindos principalmente de iniciativas do BSC – Balanced Scorecard, com os indicadores de performance dos processos, formatados a partir de iniciativas de gestão e melhoria de processos.
Este alinhamento tem se mostrado muito crítico, pois é fundamental que as iniciativas e ações ligadas às estratégias e aos processos estejam convergindo para resultados sinérgicos. Há uma tendência natural em tratar os indicadores estratégicos em um nível de abstração mais alto, impondo-lhes uma característica mais de resultado do negócio, e os indicadores de processo com uma característica mais operacional, ou seja, mais ligados à eficiência em si.
O gestor tende a concluir que trabalhando os indicadores dessa forma o tão esperado alinhamento estará equacionado, porém tanto os indicadores estratégicos devem estar equilibrados para mostrar tendências (drivers), quanto os indicadores de processos devem mostrar resultados (eficácia), permitindo aos gestores uma melhor análise crítica do negócio.
Uma forma bastante interessante de conciliar os sistemas de indicadores é ponderar os indicadores de performance de processos dentro de objetivos estratégicos do tipo “Aumentar a Performance dos Processos” ou “Buscar a Excelência Operacional”, da perspectiva Processos Internos do BSC, de modo que os indicadores de eficácia e eficiência da Gestão de Processos estejam de fato contribuindo para o atingimento dos objetivos estratégicos, e consequentemente com a missão e a visão de futuro da empresa.

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